quantas coisas nos decepcionam? quantas nos decepcionarão?
é triste e incômodo, mas lhes trago uma outra grande surpresa negativa. a felicidade não existe. pois bem, repito: a felicidade é algo inatingível.
apesar dos historiadores nunca tê-la citado nas histórias deste mundo e os cientistas, também, sequer realizarem o teste do carbono-14, afirmo que é uma criação publicitária. sim, para vender margarinas, televisões, viagens, cremes, mostarda, cortinas, lâmpadas, cervejas, automóveis vibradores e próteses de silicone. assim como lagostas, fósforos e isqueiros, cadeiras, aparelhos de ar-condicionado, piscinas, camisas, pílulas de diversas cores, telefones, sapatos e antenas.
quando se fala felicidade, se escuta plenitude. e o que é a plenitude? o que tem tempo determinado não pode ser pleno. portanto, jamais, feliz.
a busca incessante pela utopia é o inverso espelhado da busca pela tal felicidade. a utopia não se vende em lojas ou camelôs. não se rouba ou empresta. não lhe faz promessas e nem cria expectativas. a utopia é um caminho conhecidamente infinito. parecido, a felicidade é um caminho no qual gostaríamos de percorrer até o fim, alcançar seu destino, como o comercial da tv nos oferece. mas, há um preço pela felicidade. e o que se paga não se leva. as vitrines todas nos oferecem, fazem promoções e ofertas. e, ao contrário da utopia, a felicidade tem de ser alcançada agora. é um produto para consumo imediato e não pode acabar, por mais contraditório que nos possa parecer.
quem é feliz?
dinheiro não compra e nem manda buscar a felicidade. assim como a falta dele, também não.
os bons momentos da vida, os prazeres, as boas sensações são alegrias. alegrias são infinitas em quantidade e têm uma determinada durabilidade. jamais eternas e completas. elas vêm e vão, na montanha russa da vida. alguns produtos podem nos trazer certas alegrias, mas não são exclusividades de aquisições.
num momento de tristeza, se pode ter uma ponta de alegria. de felicidade, nunca! assim como num momento de alegria, uma nesga de tristeza pode aparecer, como nuvem que chega com o vento. uma não anula a outra. não são rivais. são como o preto e o branco, eros e tânatos, yin e yang.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
breves considerações sobre a felicidade
quantas coisas nos decepcionam? quantas nos decepcionarão?
é triste e incômodo, mas lhes trago uma outra grande surpresa negativa. a felicidade não existe. pois bem, repito: a felicidade é algo inatingível.
apesar dos historiadores nunca tê-la citado nas histórias deste mundo e os cientistas, também, sequer realizarem o teste do carbono-14, afirmo que é uma criação publicitária. sim, para vender margarinas, televisões, viagens, cremes, mostarda, cortinas, lâmpadas, cervejas, automóveis vibradores e próteses de silicone. assim como lagostas, fósforos e isqueiros, cadeiras, aparelhos de ar-condicionado, piscinas, camisas, pílulas de diversas cores, telefones, sapatos e antenas.
quando se fala felicidade, se escuta plenitude. e o que é a plenitude? o que tem tempo determinado não pode ser pleno. portanto, jamais, feliz.
a busca incessante pela utopia é o inverso espelhado da busca pela tal felicidade. a utopia não se vende em lojas ou camelôs. não se rouba ou empresta. não lhe faz promessas e nem cria expectativas. a utopia é um caminho conhecidamente infinito. parecido, a felicidade é um caminho no qual gostaríamos de percorrer até o fim, alcançar seu destino, como o comercial da tv nos oferece. mas, há um preço pela felicidade. e o que se paga não se leva. as vitrines todas nos oferecem, fazem promoções e ofertas. e, ao contrário da utopia, a felicidade tem de ser alcançada agora. é um produto para consumo imediato e não pode acabar, por mais contraditório que nos possa parecer.
quem é feliz?
dinheiro não compra e nem manda buscar a felicidade. assim como a falta dele, também não.
os bons momentos da vida, os prazeres, as boas sensações são alegrias. alegrias são infinitas em quantidade e têm uma determinada durabilidade. jamais eternas e completas. elas vêm e vão, na montanha russa da vida. alguns produtos podem nos trazer certas alegrias, mas não são exclusividades de aquisições.
num momento de tristeza, se pode ter uma ponta de alegria. de felicidade, nunca! assim como num momento de alegria, uma nesga de tristeza pode aparecer, como nuvem que chega com o vento. uma não anula a outra. não são rivais. são como o preto e o branco, eros e tânatos, yin e yang.
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