quinta-feira, 3 de março de 2011

novos rumos

de um tempo pra cá, devido a bizarros acontecimentos, os seres humanos têm criado uma barreira contra os iguais. um certo tipo de nojo, de asco. não é à tôa que os animais ganharam destaque nos corações humanos de forma jamais vista.
nesta semana, durante um jogo de futebol, uma coruja foi atingida com uma bolada e caiu desmaiada no gramado. assim que o juiz paralizou a partida para que o animal fosse retirado, um zagueiro de sobrenome moreno, dirigiu-se à ave e atingiu-lhe com uma patada, atirando-a para fora das 4 linhas. de imediato, alguns jogadores e parte da torcida, indignados, protestaram. a coruja, que vivia no estádio e era mascote da equipe local, faleceu horas depois devido ao forte golpe. moreno passou a ser perseguido e ameaçado. sua mãe e outros familiares, também.
deste pequeno exemplo, chegamos a duas constatações. primeiro, o homem toma consciência de que algo muito errado acontece no planeta e identifica seu causador. segundo, começa a tomar atitudes, mesmo em pequenas escalas, para que o rumo do mundo seja diferente do atual traçado. mobilizações, virtuais ou não, começam surgir cobrando atos de pessoas e instituições que não contribuem para uma melhora do status quo.
o fato dos animais tornarem-se, imediatamente, o substituto afetivo e confiável das pessoas nos leva a uma dúvida: acontece porque a credibilidade do ser humano perdeu-se ou porque a consciência de que o universo não é apenas "humano" chegou pra ficar. gostaria de voltar acreditar nos meus irmãos de raça e continuar amar a natureza, no geral, assim como a mim mesmo.