segunda-feira, 27 de julho de 2009

malditas doenças hereditárias


alguém explica essa nuvem carregada que paira sobre nossas cabeças? alguém?
e o pior é que ninguém assopra. todo mundo com torcicolo, admirando o escuro espetáculo, e nenhuma atitude tomada. estes remédios usados não curam ninguém, alivia a dor, de tempos em tempos. assim vivemos, tudo fora de esquadro, tratando a dor. atacar o mal, ah não, isso ninguém se atreve. partamos para a fitoterapia. em doses homeopáticas.

terça-feira, 7 de julho de 2009

uns beliscões

discussões acerca de crenças, futebol e outras coisas que somente contribuem para a ocupação da mente humana nos momentos vagos da vida, não podem ser levadas tão a sério. fazer o que se o corinthians é o melhor time do planeta? azar dos derrotados de plantão que, por amor e obrigação, defendem suas mazelas. que as defendam, mas, também, aceitem a supremacia alvinegra no futebol. assim como eu aceito a do time das meninas da vila sônia na peteca. simples assim.
os assuntos sérios, como ar, água, comida, amor... estes sim, não merecem longas discussões, mas a seriedade necessária para grandes atos. o velho ditado já dizia: quem muito fala, pouco faz. ou ainda: cão que late não morde.
que as atitudes prevaleçam sobre as palavras, quando o tema for dos mais graduados.
religião é outro assunto que apenas serve para se discutir. porque ninguém faz religião. algumas pessoas fazem fortunas com ela. outras perdem. e, desde os primórdios do capitalismo, o dinheiro foi criado para dominar, assim como a fé. a hierarquia e a submissão não combinam com irmandade.
quem quer discutir isso? estou aqui, armado até os dentes de argumentos. cheio de tempo.
aliás, preciso arrumar uma forma de ocupá-lo com atos de suma importância para seus descendentes. afinal de contas, o que você faz pelo planeta? pela vida dos seus?

quarta-feira, 1 de julho de 2009

"vamo invadir"

neste meu trigésimo primeiro aniversáo, isto mesmo, entrei em minha quarta década de vida, ganhei um presente um tanto... nem sei qual termo caberia aqui, mas explicarei.
fanático corinthiano, ganhei, um ano mais, uma camisa do todo-poderoso. da mesma pessoa que, ano passado, colocou uma roxa em meu guarda-roupas. e daí? daí que a branca tem mangas compridas. nada de muito anormal pros meus amigos paulistas. mas moro em manaus, cidade na qual a temperatura, desde que moro aqui, nunca ficou abaixo dos 23ºC, frequentemente acima dos 30ºC. a razão da manga comprida se explica: eu iria ao beira rio assistir a final da copa do brasil. passagem comprada, assento marcado. faltou o ítem mais barato: ingresso. não serei um dos dois mil doentes que terão a oportunidade de assistir este jogo contra os chorões e, quem sabe, sair pelas frias ruas de porto alegre comemorando o tri. lá, com certeza, a camisa de mangas compridas seria ideal. mas, linda que é, ficarei com ela assim mesmo.
dentro e sua embalagem veio um adesivo com o escudo do clube mais bonito do mundo e os seguintes dizeres: "vamo invadir".
frase que considero inapropriada. "vamo invadir" o que? já invadimos há muito tempo. em setenta e seis, o maraca. desde de sempre, o salão para festas corinthianas. todos os dias, o noticiário e programas esportivos de teles e rádios. a net é nossa, assim como o twitter é do mano. meu coração, desde minha concepção, é invadido pelo sangue alvinegro de parque são jorge. o que mais resta invadir? suas mentes, pobres criaturas anticorinthianas, há muito foi invadida, a inveja apossou-se.

o campeão dos campeões, eternamente dentro dos nossos corações